quinta-feira, 16 de julho de 2009

DEUS CRIADOR DO CÉU E DA TERRA

DEUS CRIADOR DOS CÉUS E DA TERRA

Falamos, e eu, por minha profissão, escrevo rotineiramente a respeito dos compromissos legais que temos juntos às autoridades fiscais, e sempre preocupados,em não contrariar as regras leagis, sobremaneira facea à complexidade de nosso direito positivado, e à punibilidade existente pelo não cumprimento correto e tempestivo destas regras. Todavia, não podemos nos limitar em refletir somente sobre esta matéria, que sabemos, é sobremodo importante. Como crentes, é essencial também, comentar a respeito algumas obrigações, da mesma ordem, financeiras, no seu modus faciendi, transferência de disponibilidades, mas que, por critério divino, nos permitem gozar dos benefícios mais importantes havidos na terra, pois que terão para nós a interferência e gerência benevolente de Deus.

Não trataremos de multas, juros de mora, ou de qualquer outra punibilidade, senão, por outro lado, avaliaremos, ainda que perfunctoriamente, sobre as benções que nos proporciona o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o Deus Criador dos Céus e da Terra, e de tudo o que nela existe. Afirma-nos o Livro Santo: “No princípio criou Deus os céus e a terra (Gn.1:1)”

NOSSO ASSUNTO,DÍZIMO

O que é o dízimo? É uma prática de fé pela qual o crente salvo, reconhecedor da misericórdia divina em favor de sua vida, fundamentado única e exclusivamente no amor, proporcionado por Deus, separa e transfere, para uma igreja, dos seus rendimentos, a parcela equivalente a dez por cento, em agradecimento ao Santíssimo, Snato, Santo e Santo, pelas manifestações divinas diuturnamente proporcionadas por Deus em seu favor. Com este ato de fé, como Davi, dentre outras insondáveis declamações, declara o crente: “Ó Senhor, Deus dos exércitos, quem é poderoso como tu, Senhor, com a tua fidelidade ao redor de ti?” (Sal. 89:8).

Entregar o dízimo não é comprar bnefícios quaisquer originados de Deus, sequer pagar tributo ao Pai Celeste, que é a fonte de toda a possessão material. Entregar o dízimo é um ato de amor e obediência a Palavra de Deus, na medida em que nos impulsiona a esta contribuição com amor e gratidão pela infinitude dos seus benefícios em nosso favor.

Dar o seu dízimo, não se engane, é uma das boas obras praticadas pelo crente. Lembremo-nos sempre, somos salvos pela fé em Cristo Jesus nosso único e suficiente Salvador, boas obras não salvam a ninguém. (E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos. At.4:12).

Há que se entender todavia, que o salvo em Cristo Jesus, mediante a fé, é praticante de boas obras. Saibamos que a fé sem obras é morta, isto é, não existe. (Que proveito há, meus irmãos se alguém disser que tem fé e não tiver obras? Porventura essa fé pode salvá-lo? Assim também a fé, se não tiver obras, é morta em si mesma.Tg2:14,17).

Ao dar o seu dízimo expressa, o salvo por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, a sua inabalável convicção de que Deus é o doador de tudo quanto ele tem.
Ele admite que o produto do seu investimento e do seu trabalho árduo está em consonância com a relação dele para com Deus, sabendo que este mesmo Deus lhe dará o crescimento necessário. O cristão dizimista, sabe que a ele cabe o esforço no seu trabalho, a ele cabe arar a terra e também regá-la, todavia, sempre submete-se à soberania do Deus dos céus, pois só este tem a capacidade de dar o crescimento.

O Apóstolo Paulo, um homem divinamente experimentado, assim se manifestou: “Eu plantei; Apolo regou; mas Deus deu o crescimento ICo.3:6”; e reiterou aos irmãos em Corinto: “De modo que, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento ICo.3:7”

Trata-se de uma verdade latente aos nossos olhos e precisamos isso bem, observar. O lavrador ao tratar de fazer o plantio de sua terra, primeiramente ara e trata a terra, acrescentando-lhes os minerais necessários a produzir o resultado que espera ou que se deseja, em momento posterior, escolhe as melhores mudas, as melhores raízes, enfim as melhores sementes, muitas inclusive transgênicas, esperando que com isso, possam obter uma boa safra.

Faz tudo e de forma totalmente adequada, valendo-se do propgresso científico disponível, pleiteia experiente assessoria dos agrônomos e assim, se corrobora na mais atual tecnologia existente. Todavia todo este arsenal de atividades, se limita em arar a terra e efetivamente plantar a semente. O crescimento, o germinar a planta, é a fase onde o homem identifica a sua incapacidade de gerir a continuação de sua atividade.Neste momento necessariamente se submete à soberana e divina potestade do Deus criador dos céus e da terra. Só Deus dá a vida, só Deus dá o crescimento.

Saibamos disto, tudo poderemos fazer, mas todo o crescimento que pretendemos obter, está fora de nossa capacidade, será, na verdade, única e exclusivamente a ação beneplácita de Deus em nosso favor. Esta é uma das ações divinas do milagre de Deus na face da terra, jamais esqueçamos isto, Deus é o milagre constante de sua vida, o simples fato de você viver é a manifestação bendita diária do cuidado de Deus lhe garantindo o milagre da vida. Seja todo dia grato a Deus pelo seu milagre individual em seu favor!

Desde Adão, Deus nos tem presenteado com a vida. “E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente.Gn.2:7"

DA LIBERALIDADE, CARÁTER ESSENCIAL DO SALVO EM JESUS CRISTO

Tamanha benção não tem retribuição, senão um ato, ainda que pequeno, que expresse amor, como resposta, ao amor maior e primeiro, que nos permite viver.

Ouve-se, todavia, e com certa freqüência, da dificuldade de alguns irmãos em dizimar, e algumas vezes, esta circunstância ocorre também com determinados obreiros, o que de pronto, deve-se afirmar, é um absurdo, um fato impossível de se acreditar. Irmãos amados, um obreiro que não dizima, não tem compromisso com a igreja que freqüenta, e portanto é incapaz de ter compromisso com o Deus que pensa servir, melhor será, abrir mão de sua posição na casa do Senhor, pra viver com honradez pelo menos perante si mesmo, pois de Deus nada se esconde. É repreensível o comportamento de um obreiro que vinculado a sua Igreja tem a petulancia de se omitir na responsabilidade de prover, com a sua parcela, os recursos necessários à manutenção da Casa do Senhor.

O salvo pelo nosso Senhor Jesus Cristo necessariamente deve ser liberal. Indago-vos, existe maior exemplo de liberalidade de que a praticada pelo nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.Despiu-se de sua condição divina, revestiu-se de humanidade, jamais pecou, operou milagres incontáveis em benefício dos pecadores, morreu por todos nós, ressuscitou, nos garante uma morada especial nos Céus.

Reflita nestas palavras:

“concernente a Jesus de Nazaré, como Deus o ungiu com o Espírito Santo e com poder; o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do Diabo, porque Deus era com ele. Nós somos testemunhas de tudo quanto fez, tanto na terra dos judeus como em Jerusalém; ao qual mataram, pendurando-o num madeiro. A este ressuscitou Deus ao terceiro dia e lhe concedeu que se manifestasse, não a todo povo, mas às testemunhas que Deus antes ordenara; a nós, que comemos e bebemos juntamente com ele depois que ressurgiu dentre os mortos. Este nos mandou pregar ao povo, e testificar que ele é o que por Deus foi constituído juiz dos vivos e dos mortos. A ele todos os profetas dão testemunho de que todo o que nele crê receberá a remissão dos pecados pelo seu nome. Enquanto Pedro ainda dizia estas coisas, desceu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. Os crentes que eram de circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que também sobre os gentios se derramasse o dom do Espírito Santo;(At.10:39-45).

Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. E para onde eu vou vós conheceis o caminho. Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos para onde vais; e como podemos saber o caminho? Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim. Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai; e já desde agora o conheceis, e o tendes visto. Disse-lhe Felipe: Senhor, mostra-nos o Pai, e isso nos basta. Respondeu-lhe Jesus: Há tanto tempo que estou convosco, e ainda não me conheces, Felipe? Quem me viu a mim, viu o Pai; como dizes tu: Mostra-nos o Pai? Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que eu vos digo, não as digo por mim mesmo; mas o Pai, que permanece em mim, é quem faz as suas obras. (Jo. 14:1-10).

O escritor aos hebreus ao refletir sobre a condição de um servo de Deus diante de um tão insondável beneplácito divino afirmou: “como escaparemos nós, se descuidarmos de tão grande salvação? A qual, tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram”(Hb.2:3).

Tanto são os benefícios do Senhor, que não podemos deixar de ter uma natureza liberal. Zaqueu, o publicano, homem efetivamente salvo, ao sentir o toque do Espírito Santo, ele, dantes um avaro, imediatamente transforma-se em um exemplo de homem liberal, conforme o seu pronunciamento.

“Tendo Jesus entrado em Jericó, ia atravessando a cidade. Havia ali um homem chamado Zaqueu, o qual era chefe de publicanos e era rico. Este procurava ver quem era Jesus, e não podia, por causa da multidão, porque era de pequena estatura. E correndo adiante, subiu a um sicômoro a fim de vê-lo, porque havia de passar por ali. Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa; porque importa que eu fique hoje em tua casa. Desceu, pois, a toda a pressa, e o recebeu com alegria. Ao verem isso, todos murmuravam, dizendo: Entrou para ser hóspede de um homem pecador. Zaqueu, porém, levantando-se, disse ao Senhor: Eis aqui, Senhor, dou aos pobres metade dos meus bens; e se em alguma coisa tenho defraudado alguém, eu lho restituo quadruplicado. Disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, porquanto também este é filho de Abraão. Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido.

Amados Irmãos muito mais aqui poderíamos tratar da natureza liberal do crente, todavia não teríamos, nestas poucas letras, o espaço ideal. Dessarte em conclusão, é de bom alvitre, ressaltar os benefícios incomparáveis que Deus proporcionará aos fiéis dizimistas.

“Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim, diz o Senhor dos exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós tal bênção, que dela vos advenha a maior abastança. Também por amor de vós reprovarei o devorador, e ele não destruirá os frutos da vossa terra; nem a vossa vide no campo lançará o seu fruto antes do tempo, diz o Senhor dos exércitos. E todas as nações vos chamarão bem-aventurados; porque vós sereis uma terra deleitosa, diz o Senhor dos Exércitos.(Ml. 3.10-12)”

CONCLUSÃO

Irmão amados sede submissos às determinações de Deus, sede liberais na conformidade da Palavra de Deus, isto é, conforme se encontra descrito na Bíblia, e assim estaremos gozando de sua graça e livramento sem fim, e certamente mais do que vencedores por Jesus Cristo nosso Salvador.

Não seja, por outro lado, envolvido por discursos famintos de lideranças inescrupulosas, que tomados de um espírito que não é de Deus, avançam por sobre os bolsos dos fiéis, em nome de uma pseudo teologia da prosperidade, e através desse caminho perverso, ficam amealhando o dinheiro do povo crente, em benefício próprio, na maioria das vezes, incapazes de estar junto dos fiéis e com eles tratar das diversas necessidades dos irmãos. São na realidade, os que a Bíblia chama de falsos profetas, pastores de si mesmos e de seus familiares, mercenários da fé, milionários neo-pentecostais, escondidos através de ONGs, comunidades religiosas, associações diversas, aonde não prestam contas aos seus seguidores, não mantém contabilidade, a agem como semideuses ou super homens.

Sempre haverá uma Igreja dispostas a bem aplicar os recursos que lhes forem atribuídos, busquem, poprt5anto, uma Igreja Evangélica, tradicional, preferencialmente bem estruturada, onde a pregação central seja aquela que Cristo salva, cura e batiza com Espírito Santo, e nos levará para os Céus. Onde exista uma escola dominical em funcionamento que lhe traga alegria e crescimento espiritual consciente. Ali honre a Deus com a sua parte financeira.

Que a graça de nosso Senhor e Salvador de Jesus Cristo e o amor de Deus nosso Pai, seja uma gloriosa presença com todos. Amém!

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